De volta ao jogo
O retorno
Antes de mais nada, é bom esclarecer: o título dessa newsletter não é patrocinada por um certo banqueiro. Mas é um título que me parece bom para dizer aos meus leitores (e seguidores - essa divisão do Substack nunca me pareceu algo intuitivo, mas enfim, não vem ao caso) que eu voltei.
Minha última coluna foi em maio do ano passado, um texto sobre os livros de S. Craig Zahler. De lá para cá, as coisas ficaram bastante caóticas. Minha vida profissional, como vocês sabem, é como diretor de filmes publicitários. E o mercado aqueceu bastante e consegui pegar diversas campanhas para marcas diferentes, isso sem contar os pedidos de orçamentos, reuniões - briefings e calls e todas essas coisas.
Mas também teve a publicação de um ensaio meu na revista Canarana número 3. A revista lida com assuntos culturais - ensaios, contos, quadrinhos, crônicas, música, poesia… e o tema desse número era sobre mentira. Escrevi sobre trapaceiros, tricksters, artistas, Orson Welles e falsificadores de arte. Vocês podem acompanhar a revista aqui no Instagram deles (https://www.instagram.com/canaranarevista/), e agradeço aos queridos Paulo Raviere e Igor de Albuquerque, os editores e criadores da revista, pelo convite. Foi muito divertido poder contribuir junto com pessoas incríveis em um formato físico, que muitos por aí dizem ser algo em extinção.
Mas também tive, principalmente no segundo semestre, um cronograma apertado na estruturação de projetos de cinema e TV que estou desenvolvendo e que, assim espero, avancem mais esse ano.
No meio de tudo isso - e as questões de vida pessoal - eu simplesmente não tive cabeça para alimentar essa newsletter. Boa parte dos filmes que vi e das leituras que fiz foram voltadas para questões de pesquisa para esses vários projetos, e pouco acompanhei do mundo atual, por assim dizer. Mas, dito isso, vamos a uma rápida rodada das coisas que vi e li, sem ser de forma alguma uma retrospectiva.
Seu projeto sangrento, romance de Graeme McRae Burnet publicado pela Todavia. Já tinha comprado o livro alguns anos atrás e achei que se tratava de um texto de true crime, como alguns outros títulos da editora. Mas não, se trata de um livro de ficção, escrito numa forma de pesquisa histórica sobre um crime violentíssimo que ocorreu numa região rural e remota da Escócia, e supostamente envolveria um antepassado do autor do livro. Escrito como um romance epistolar, o livro coloca documentos e depoimentos, transcrições de julgamentos e relatórios de legistas, e o resultado é um livro enlouquecedoramente ambíguo. Mas, como todo grande projeto sobre crime verídico, e ouso dizer que mais na tradição de Joseph Wambaugh e Shane Stevens do que na de Truman Capote, temos um livro muito perspicaz sobre cultura escocesa e uma radiografia sobre os recantos escuros do coração humano.
Nick Cutter. Finalmente cheguei na literatura de Cutter, um autor que tem feito muito barulho em TikTok e Reddit. Pois é, parece ridículo, e eu jamais chegaria nesses livros, não fosse o fato de que Cutter é o pseudônimo de Craig Davidson, romancista canadense. Desde sua estréia com a coleção Rust and Bone (2005), que foi adaptada para o cinema por Jacques Audiard (2012, combinando dois contos do volume), fiquei de olho nele. Os contos de Rust and Bone são nada menos que extraordinários, lidando com a vida de homens quebrados: financeiramente, como pais ausentes, lutadores (e Davidson é boxeador), e mesmo homens mutilados - uma das histórias mais marcantes é sobre um treinador bonitão e atlético que trabalha domesticando orcas em um parque aquático - até a orca arrancar sua perna. Bem, Cutter é o pseudônimo que Davidson escolheu para escrever romances de horror pautados pela violência extrema e gráfica, e principalmente, body horror. Cutter disparou para a lista de bestsellers com seu primeiro livro, The Troop (2015), uma espécie de mash-up entre O Senhor das Moscas com George Romero. Little Heaven (2017) conta a história de três mercenários que são contratados, nos anos 70, para resgatarem uma criança que supostamente foi sequestrada por uma seita estranha, cujo QG fica no meio de floresta. Lá, eles precisam lidar não só com os religiosos, mas também com horror cósmico. E, por fim, li seu livro mais recente, The Queen (2024), uma narrativa coming-of-age, que mistura Carrie, a estranha, de Stephen King, com o body horror de David Cronenberg, em especial A Mosca (The Fly, 1986). Esse ano Cutter retorna com The Dorians, e confesso que devo pegar esse em capa dura.
O ano de 2025 pode ter começado com polêmicas que abalaram o mundo literário brasileiro, mas, do lado verdadeiramente talentoso e relevante das letras, tive diversas leituras excelentes. O deus oculto no canto do córner, de Milton Gustavo, publicado originalmente pela Danúbio, e recentemente reeditado pela Sator, foi uma das melhores leituras que tive no ano passado. Combinando humor ácido (me recuso a cair na esparrela ridícula de politicamente correto x incorreto) com verdadeiros insights fascinantes sobre o mundo do boxe, o livro conta uma história envolvente sobre um Treinador de meia-idade e seu pupilo brilhante, Zezão - até que tudo dá errado, na melhor maneira de um film noir; em Meu Passado Nazista, André de Leones, um dos melhores autores da sua geração, lança um livro difícil, que exige do leitor, mas o recompensa pelo esforço. Com uma estrutura não-linear, uma linguagem mais… experimental (não tenho vocabulário rico o suficiente, lidem com isso), De Leones se inspira em Thomas Pynchon e David Foster Wallace para falar sobre a brutalidade nossa de cada dia nesse Brasil varonil. Em tempos hilário, em tempos aterrador e brutal, é uma leitura essencial; Fábio Silvestre Cardoso, na não-ficção, volta com Histórias do Presente. Depois de publicar a ótima biografia sobre Gustavo Capanema em 2o19, Fábio costurou centenas de entrevistas que ele conduziu no podcast da Rio Bravo Investimentos em um livro que é uma cartografia dos últimos dez (mais, até) anos do Brasil. Falando sobre política, cultura, educação, ciência e negócios, a seleção do autor vai e volta no tempo, costurando temas, assuntos, recorrências, rimas que caracterizaram o país desde 2013, o ano que ainda não terminou. Também na não-ficção, li o livro de ensaios de Fabrício Tavares de Moraes, À sombra da modernidade: ensaios sobre os antimodernos. Com uma linguagem acessível, mas sem perder na erudição (se um ruminante como eu consegui entender, todos conseguem), Fabrício nos leva pelas vidas e obras de diversos autores do século XX quer pertencem a uma tradição intelectual complicada e complexa, difícil de categorizar em qualquer rótulo que não o de antimoderno. Não, não são reacionários, tampouco modernistas reacionários, nas palavras de Jeffrey Herf. É uma tradição que existe nas sombras da luz da modernidade. Fabrício recentemente publicou um livro de contos, mas ainda não tive tempo de ler - espero que consiga em breve! Diogo Mainardi, com a fotonovela Meus Mortos, prova de uma vez por todas que ele é um dos maiores ficcionistas de sua geração, e que ele tenha dedicado boa parte de sua vida ao jornalismo é uma grande tragédia. Um retrato obsessivo sobre arte, mortalidade e nossa pequenez, é um tocante testamento literário feito numa forma “baixa”, isto é, a fotonovela - para todos os efeitos, um formato extinto. Por fim, no final do ano, Rodrigo Duarte Garcia retorna com seu segundo romance, o épico Os Flamingos. Toda a promessa de Rodrigo como escritor já estava presente em seu primeiro romance, Os invernos da ilha, e a mesma tela épica é necessária para costurar uma trama sobre história, família, gerações e nossa frágil existência, com nossa mortalidade constante ameaçada pelas efemérides do tempo e da História, assim mesmo, com maiúscula. Apesar de suas quinhentas e tantas páginas, a leitura é rápida. Rodrigo nos conduz facilmente por um grande elenco de personagens, paisagens e recortes históricos.
Um dos últimos livros que eu li no final de 2025 foi Nuclear War: a Scenario, de Annie Jacobsen - que depois eu descobri que saiu aqui no Brasil pela editora Rocco. Publicado em 2024, o livro é uma culminação do trabalho de jornalístico de Jacobsen, focado nos departamentos de defesa e inteligência dos Estados Unidos, em especial no que concerne os diversos armamentos e invenções tecnológicas. Area 51: An Uncensored History of America’s Top Secret Military Base (de 2011), bestseller imediato, explora o desenvolvimento de tecnologias de defesa e aeronáutica logo no início da Guerra Fria; Operation Paperclip: The Secret Intelligence Program that Brought Nazi Scientists to America (2014), o primeiro livro que li em 2026, é um excelente relato sobre o programa secreto do Joint Chiefs of Staff para importar cientistas nazistas para os Estados Unidos, compilado a partir de novos documentos descobertos, entrevistas e material e histórico - e, no pano de fundo, temos a reorganização da CIA (a partir da OSS), o Pentágono e todo o aparato de defesa moderno dos EUA; The Pentagon’s Brain: An Uncensored History of DARPA, America’s Top-Secret Military Research Agency (2015), sobre a história da DARPA, além de ser mais um bestseller, foi também finalista do Pulitzer; Surprise, Kill, Vanish: The Secret History of CIA Paramilitary Armies, Operators, and Assassins (2019), que toca na história da CIA em operações de “regime change”, assassinatos e seu novo papel durante a Guerra ao Terror; e, claro, o mais recente Guerra Nuclear: um cenário. Juntando toda sua expertise nesse (sub)mundo de tecnologia de guerra, defesa e espiões, Jacobsen, a partir de entrevistas com cientistas, militares e operadores de inteligência desenha um cenário de como seria uma Guerra Nuclear nos dias de hoje. Desde quem seria o instigador mais provável (Coréia do Norte), passando pelos alvos potenciais, e as inúmeras vulnerabilidades nos sistemas de monitoramento e defesa (NORAD e afins). A ideia é de que uma guerra nuclear total, que levaria basicamente ao fim da civilização tal como conhecemos, e potencialmente a extinção da espécie, levaria menos de 30 minutos. De certa maneira, o livro antecipa de tal maneira o filme A Casa de Dinamite (A House of Dynamite, 2025, de Kathryn Bigelow) que poderia parecer um esforço concertado, senão uma coincidência extraordinária. Fato é que, salvo as pessoas que serviram de consultores no filme serem as mesmas que foram entrevistadas por Jacobsen, os dois divergem em pontos chave. O escopo de Jacobsen é mais amplo, próximo ao do filme Threads (1984, de Mick Jackson), obra-prima do dramaturgo Barry Hines e a jóia máxima do cinema inglês e do aparato televisivo da BBC. É o filme mais assustador que eu já vi (sem exageros). O longa de Bigelow, por sua vez, é mais próximo da parábola da Torre de Babel, mostrando uma falha completa de comunicação em todos os diferentes setores do governo americano, do Exército aos canais diplomáticos (algo que também é contemplado por Jacobsen, mas não é o seu foco). Na verdade, o livro de Jacobsen recupera exatamente o tema de seu primeiro: Terror in the Skies: Why 9/11 Could Happen Again (2005). Sim, Guerra Nuclear: um cenário é, disfarçadamente, um livro sobre o maior (e pior) atentado terrorista da história. Muitos críticos do livro de Jacobsen expressaram desconfiança quanto à sua premissa, isto é, de que a Coréia do Norte, um país miserável, sem aliados e governado por um sujeito insano, poderia atacar os Estados Unidos de surpresa com uma bomba atômica. Ora, mas não foi exatamente isso o que Osama Bin Laden (e Khalid Sheik Mohammed, o epônimo KSM, este sim o verdadeiro mastermind do Onze de Setembro) fez em 2001? Ninguém poderia dizer que um sujeito barbudo, com uns panos na cabeça, uma AK-47, e escondido em alguma caverna do Afeganistão, e comandando um pequeno grupo de fanáticos, poderia sequestrar quatro aviões, derrubar as Torres Gêmeas, atingir o Pentágono e, por pouco, não destruir o Capitólio (ou a Casa Branca - jamais saberemos). Sem dúvida houveram diversas falhas de comunicação nos sistemas de inteligência dos Estados Unidos, principalmente na disputa entre o FBI e a CIA. Mas, antes de mais nada, e como o jornalista Lawrence Wright diz, o Onze de Setembro foi uma “falha de imaginação”. E é exatamente isso que Jacobsen está tentando em fazer em seu livro: corrigir - ou, melhor, alertar - uma potencial falha de imaginação.
O melhor filme que vi no ano passado foi O Brutalista, de Brady Corbet, mas é um filme de 2024. Seja como for, para mim, sem dúvida um tour de force de direção, roteiro, atuações (Adrien Brody, Guy Pearce e Felicity Jones) e, sim, de produção. Tendo custado menos de 9 milhões de dólares (algo como 50 milhões de reais), verdadeira mixaria (e, supostamente, foi esse o valor de produção de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles), Corbet espreme cada dólar para fazer um filme que é nada menos que um épico assombrado, fantasmagórico… e fisheriano. Uma obra-prima, nada menos.
Quem acompanha essa newsletter sabe o quanto que eu gosto dos filmes da franquia Predador, e não é surpresa alguma que eu tenha gostado de Predador: Terra Selvagem, de Dan Trachtenberg. Com uma trama que parece saída de um romance Edgar Rice Burroughs (ou, melhor, de Robert E. Howard), é uma aventura sci-fi pulp que ousa ao colocar o monstro como protagonista, e brilhantemente costurando os elementos da franquia Alien em sua trama. Ainda assim, nem tudo é perfeito, e me incomodou a humanização disneyficada do Predador (algo que talvez seja inevitável no sistema de estúdios atual) e, principalmente, o visual pobre, de telefilme (isso não é inevitável, e é falha de Trachtenberg). Os efeitos especiais são excelentes, mas a fotografia é pedestre, com cores dessaturadas, enquadramentos pouco dinâmicos e todas essas coisas. Essa franquia precisa de visual delirante - basta ver o que John McTiernan e Stephen Hopkins fizeram no passado, ou mesmo o que inúmeros quadrinistas fizeram ao longo dos anos no Universo Expandido - uma referência que Trachtenberg possui, dados os inúmeros easter eggs que ele tem espalhado em seus filmes, principalmente na animação Killer of Killers, que é nada menos que deslumbrante.
Fiquei ligeiramente decepcionado com Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another), de Paul Thomas Anderson. Aqui teríamos uma super-produção de estúdio, com astros de primeira, e Anderson voltando a Thomas Pynchon. O resultado é um filme muito bem feito, mas morno, senão inconsequente. Se fosse de qualquer outro diretor, acho que ficaria mais empolgado. Mas, se tratando do mesmo diretor de Sangue Negro, O mestre, Trama Fantasma e, claro, Vício Inerente, eu esperava algo a mais. Não é um filme que pretendo rever tão cedo.
Já O Agente Secreto é outra história. Se eu tinha grandes expectativas com o filme de PTA, com o de Kléber Mendonça Filho eu não tinha nenhuma. Aquarius (2016) e Bacurau (2019), seus longas anteriores de ficção, nos revelam perfeitamente como poderiam ser produções de uma Brasil Paralelo de esquerda: esquematismo ideológico, ranhetice política, uma gigantesca quantidade de pedágio pagos a políticos, partidos e à burocracia cultural estatal. Mas O Agente Secreto não tem nada disso, e inclusive acho que esse é um dos motivos que o filme irritou tanto uma parcela do establishment cinematográfico brasileiro. Na superfície, o filme parece ser mais uma de suas baboseiras pseudo-políticas, mas na prática é tudo menos. Com uma trama paranóica que inverte os códigos do gênero, ao mesmo tempo que os celebra, Kléber Mendonça Filho faz um filme que é, em última análise sobre o cinema em si (e creio que o tal do “agente secreto” do título seja exatamente o cinema). É raro para um cineasta brasileiro falar de cinema (se o leitor nunca foi em um festival ou mostra de cinema no Brasil, tomem a minha palavra: se fala de tudo, menos de cinema). Cinema é o DNA de O Agente Secreto, e fiquei realmente impressionando pela maneira como KMF mobilizou todos os departamentos da produção - fotografia, figurino, trilha sonora e, claro, o elenco superlativo - para costurar com destreza todas as suas referências em uma narrativa que, graças à atuação de Wagner Moura, é muitas vezes tocante e emocionante.
Nessas referências, KMF parece também ter incorporado certos elementos do cinema marginal. A brutalidade do cotidiano remonta aos filmes de André Luiz Tonacci e José Agripino de Paula, mas a descontinuidade, o absurdo e o surreal do nosso dia-a-dia paupérrimo e mambembe, que ecoa ao longo da trama de O Agente Secreto, me fez lembrar de Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci. Nunca sabemos ao certo porque o personagem principal está sendo perseguido por forças ocultas, e essas cenas de ação e perseguição são sobrepostas a cenas de comédia, que misturam o cotidiano ao surreal (penso aqui na cena da discussão com o taxista). De fato, assim como o Cinema Marginal se alimenta da cultura pop, em especial a americana, KMF constantemente faz isso em seus filmes. Mas se isso gerou resultados canhestros em Bacurau (2019), por exemplo, aqui, as referências são utilizadas de maneira muito original. E, assim como o filme de Tonacci, O Agente Secreto costura habilmente diversos gêneros: o thriller paranóico, o drama, a comédia, e horror slasher. O resultado é um filme maduro, ousado, que se recusa a caixinhas óbvias de gênero, e que recusa também os discursos fáceis de festivais (não é à toa que as declarações de KMF e Wagner Moura tem sido nessa linha de didaticamente politizar tudo - a impressão que tenho é que eles estão direcionando o olhar da crítica e espectadores nessa linha para facilitar a temporada de premiações. Sim, é uma leitura cínica, mas eu sou cínico por experiência, e não temperamento). Eu realmente me surpreendi com o filme, talvez seja um dos meus favoritos dessa temporada do Oscar (é verdade que não vi a maioria dos outros). Mesmo a parte política, que tanto prejudicou os filmes anteriores de KMF, é mais bem tratada aqui. E, no final do dia, O Agente Secreto é esteticamente mais ousado que o típico filme de Oscar - ou seja, muito mais ousado que a “Tradição de Qualidade”, para pegar emprestada a expressão de Truffaut, que é tão bem constatada em filmes como Ainda Estou Aqui: filmes de estúdio artificiais e literários. Para todos os efeitos, O Agente Secreto é uma ótima surpresa e um filme que espero que sirva de exemplo a outros cineastas e produtores (não vai, é claro).
Daria para fala de muitos outros livros e filmes e séries e diversas outras coisas que eu li e vi no ano passado. Talvez fale sobre elas mais para frente, ou elabore sobre obras que discuti brevemente neste texto. Texto que, ao meu ver, serve como uma reintrodução depois de um longo hiato. Nunca prometi periodicidade nessa newsletter, mas realmente foi mais de um ano de interrupção. Eu tenho algumas coisas planejadas para os próximos dias, mas espero de verdade que, este ano, eu consiga manter a coluna com mais regularidade.
Como sempre, obrigado pela leitura.




Olá Luis, que bom que voltou a escrever no substack! Compartilho da sua opinião sobre o PTA. Me parece que esse é um dos filmes mais fracos dele.
Estou lendo o 2666, do Roberto Bolaño, fiquei curioso se você já o leu, e se já escreveu sobre.
Já tinha saudades destes textos. Obrigado, Luis